segunda-feira, 27 de maio de 2013

Algumas imagens a mais: Solução barata

Mesmo em um filme orçado em US$ 115 milhões, algumas soluções simples podem funcionar de maneira bastante prática.

Em "Star Wars Episódio I: A Ameaça Fantasma" (Star Wars Episode I: The Phantom Menace), por exemplo, o comunicador usado por Qui-Gon Jinn nada mais era que uma Gillete feminina disfarçada pela produção.

A Casa do Espanto

Mansão LaLaurie

Há alguns anos, o ator Nicolas Cage foi dono de uma Mansão em Nova Orleans, que muitos acreditam ser mal assombrada. A propriedade pertenceu à Madame Delphine LaLaurie, uma socialite abastada, que promovia festas glamourosas no local, com listas de convidados constituídas pelas pessoas mais importantes da cidade

Embora ocupasse uma posição de destaque nos círculos sociais, a maneira pela qual Delphine LaLaurie torturava seus escravos ficou mais conhecida como um conto macabro, lhe tornando uma das pessoas mais diabólicas de todos os tempos.

Esse histórico de sadismo e assassinatos só veio à tona quando, em 1834, um incêndio foi deflagrado na mansão durante uma festa. Enquanto as pessoas tentavam apagar o fogo e salvar os escravos da senzala, a dona da casa aproveitou para fugir.

Logo que entraram na cozinha, encontraram dois escravos acorrentados ao fogão pelo pescoço. Provavelmente, eram os autores do incêndio. Com a intervenção dos bombeiros, foram descobertas na senzala inúmeras pessoas mutiladas e torturadas.

Algumas aparentemente usadas em experiências médicas, com seus sexos trocados, bocas costuradas, os olhos arrancados, e as orelhas penduradas por pedaços. Outros tiveram os intestinos retirados e atados ao redor da cintura. Um deles estava com um buraco no crânio, onde um pedaço de pau tinha sido inserido diretamente no cérebro.

Ela até executou uma cirurgia bizarra para transformar um dos escravos em caranguejo, quebrando e dobrando seus membros em ângulos estranhos, com os olhos recolocados para fora. 

LaLaurie nunca foi encontrada pela polícia. Muitos dizem que, após o episódio, fugiu com seu marido para Paris. Mais recentemente, restos mortais datados do século XIX foram encontrados no assoalho da casa.

Atualmente, a residência não pertence mais a Nicolas Cage. Dono de uma dívida exorbitante, o ator está praticamente falido e teve muitas de suas casas embargadas por bancos ao não conseguir pagar as respectivas hipotecas - entre elas a mansão "LaLaurie". 

Cage, como pode se perceber, gastou parte de seu dinheiro com compras para lá de excêntricas, como esqueletos de dinossauros e até uma pirâmide.

sábado, 25 de maio de 2013

O Verdadeiro Shrek

Maurice Tillet

Este é Maurice Tillet, o homem que teria servido como inspiração para o personagem Shrek. Inteligente, falava 14 idiomas e recitava seus próprios poemas.

Com cerca de 20 anos desenvolveu acromegalia, que deformou seu corpo. Buscando uma identidade que se encaixasse em seu novo perfil, Tillet mudou-se para os Estados Unidos, onde lucrou com sua aparência nos ringues de luta livre.

Morreu em 1954, vítima de doença cardíaca, aos 51 anos.

Reza a lenda que, antes de morrer, Tillet concordou em fazer três moldes de seu rosto para um amigo. Um deles foi parar nas mãos da Dreamworks, que o usou como modelo para projetar o personagem do desenho.

O estúdio, no entanto, desmente a história.

Corrida sem fim

Corrida sem fim

Um drama automobilístico obscuro e minimalista, sem trama ou um tema específico. Assim podemos definir "Corrida sem Fim" (Two-Lane Blacktop), considerado um dos melhores exemplares de filme de estrada dos anos setenta.

E na falta de diálogo entre os personagens, que sequer tinham nomes, podemos detectar um tom de crítica à letargia da juventude da época. Afinal, se tratavam de pessoas vazias, que não tinham reivindicações e se limitavam a falar apenas sobre carros e motores.

Em resumo, o filme conta a história do "Motorista" (James Taylor) e do "Mecânico" (Dennis Wilson), que viviam de apostas em corridas se segunda classse. Uma "Garota" (Laurie Bird) que vivia sem rumo se junta a eles em uma viagem pelo meio oeste americano. Um dia, encontram G.T.O. (Warner Oates), um homem num moderno e potente Pontiac GTO, que os desafia para uma disputa de milhares de quilômetros até Washington DC. O prêmio é o carro do perdedor.   

Mas ao longo da jornada as coisas caminham para um envolvimento reflexivo entre os personagens, ao ponto de G.T.O questionar os três mais jovens se ainda estavam correndo, deixando claro que a aposta entre eles já não era mais tão importante.

As peculiaridades dessa produção, no entanto, ficam por conta da adversidade da equipe técnica e do elenco. Antes de ganhar o status de criador mítico, o diretor Monte Hellman, por exemplo, era então considerado um fazedor de filmes baratos. Vale lembrar que foi ele quem descobriu, anos mais tarde, Quentin Tarantino no longa "Cães de Aluguel".


A dupla do Chevy não era formada por atores, mas sim por dois músicos bem sucedidos: James Taylor, que na época já chamava a atenção do mercado fonográfico com seu primeiro álbum, e Dennis Wilson, mais conhecido como um dos fundadores e baterista dos "Beach Boys", do qual foi membro até à sua morte misteriosa por afogamento, em 1983.

Novata, Laurie Bird realizou apenas três filmes antes de enveredar pela carreira de fotógrafa. Cometeu suicídio ainda muito jovem, aos 25 anos, no apartamento do seu namorado, o músico Art Garfunkel. 
Em contraponto ao restante do elenco estava o experiente ator Warner Oates, famoso por seus filmes do gênero faroeste. Morreu aos 53 anos, em 1982, de um ataque cardíaco.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Museu de Cera

O Professor e sua Maria Antonieta

Vale lembrar que a película "Museu de Cera" (House of Wax) foi pioneira dentro dos estúdios Warner a utilizar o recurso do 3D, que era obtido através de um processo rudimentar chamado estereoscopia. Nesta obra de 1953, o ator Vincent Price interpretou o "Professor Henry Jarrod", um sensível escultor que buscava a perfeição de seus bonecos de cera, principalmente de sua "Maria Antonieta".

Os bonecos eram exibidos em um museu que passava por sérias dificuldades financeiras e são destruídos durante um incêndio provocado pelo sócio de Jarrod, que tinha como objetivo receber o dinheiro do seguro. O "Professor" tentou de todas as formas impedí-lo, mas acabou levando a pior numa briga.  

Deformado pelas chamas, o então delicado "Professor" perdeu a fé na humanidade e se tornou uma criatura obcecada pela beleza das formas de seus bonecos, passando a utilizar cadáveres reais por baixo da cera. Durante as noites, saía pelas ruas de Nova York cometendo crimes e assassinatos em busca de modelos para seu novo museu, sempre contando com a ajuda de dois capangas. 

Um deles é o surdo-mudo Igor, vivido por "Charles Bronson" em início de carreira. O outro é interpretado pelo ator "Nedrick Young", que teve seu nome suprimido dos créditos por fazer parte da lista negra do período do "macarthismo". Num elenco de qualidade, vale ressaltar ainda a presença da futura "Mortícia" do seriado "Família Addams", a atriz "Carolyn Jones", figurando como molde para a "Joana D'Arc" do museu. 

Todos sob a competente direção de André De Tooth, que conseguiu transmitir um clima de intenso suspense e terror através dos bonecos de cera. Num momento crucial da trama, Tooth teve de garantir ao ator Paul Picerni que a cena da guilhotina seria realizada em uma única tomada. Afinal, tratava-se de um aparelho verdadeiro, um capricho do então chefão Jack Warner.

Por uma  incrível ironia do destino, o diretor era cego de um olho e não podia ver o efeito do novíssimo recurso de terceira dimensão, que levou milhares de pessoas ao cinema para conferir a novidade.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

A morte de Thomas Ince

O Oneida

Propriedade do magnata William Randolph Hearst, o iate de luxo "Oneida" desatracou de Los Angeles rumo a San Diego para um final de semana de festa. Tratava-se da comemoração do aniversário de 42 anos de Thomas Ince, a quem se credita a invenção do sistema de estúdios de Hollywood. 

Várias personalidades do meio cinematográfico estavam à bordo. Entre elas, a amante de Hearst, a atriz Marion Davies, e o mito Charles Chaplin. O convidado de honra, no entanto, sofreu uma intoxicação alimentar após um jantar em sua homenagem e foi levado de volta à sua casa em Los Angeles, onde faleceu em decorrência de um ataque cardíaco.

Depois do funeral, o corpo foi cremado sem a realização de uma autópsia, tornando as circunstâncias que cercavam o fato ainda mais misteriosas. Não demorou e surgiu o boato de que Hearst havia baleado o produtor na cabeça. 

As variáveis desse rumor eram baseadas em uma antiga suspeita de Hearst, de que Marion e Chaplin estariam vivendo um romance. Inseguro, o milionário das comunicações usou o aniversário do cineasta como pretexto para observar as investidas de Chaplin em sua amante.

Numa noite regada a uísque e jazz, o anfitrião teria sacado sua arma depois de flagrar o "casal" em um momento bastante comprometedor. Os gritos de Marion acabaram atraindo Ince, que levou o tiro destinado a Chaplin. Em outra versão, a arma foi disparada acidentalmente, com a bala perfurando uma parede de madeira e atingindo o produtor em seu quarto.

Dias depois do desembarque, o secretário de Chaplin, Toraichi Kono, afirmou ter visto Ince, em terra firme, sendo carregado pelos ombros com um sangramento à bala. A história rapidamente se espalhou por toda  Beverly Hills. 

Muitos acreditavam que Hearst havia usado seu poder e influência para abafar o incidente, pois todos os que estavam presentes no iate se beneficiaram de alguma forma; tiveram hipotecas quitadas, promoções no trabalho, emprego nas empresas de Hearst e etc. 

O escritório da promotoria de San Diego chegou a abrir uma investigação, que não foi muito adiante. Afinal, houve pouca colaboração dos envolvidos. Chaplin, por exemplo, confirmou ter ido visitar Ince antes de sua morte, acompanhado por Hearst e Marion. Além disso, a viúva se mandou para a Europa, logo após a morte do produtor.  

terça-feira, 14 de maio de 2013

Rosebud


O Cidadão Kane (Citizen Kane) sempre desperta algumas dúvidas relevantes a seu respeito. Teria sido realmente o melhor filme da história? O que faz dele tão bom assim? O que diabos seria o tal "Rosebud"? Existiu uma inspiração para a história?

Podemos dizer que a obra escrita, dirigida e interpretada por Orson Welles foi o que realmente ajudou Hollywood a compreender melhor o cinema falado. A tecnologia ainda era recente e os estúdios preferiam se concentrar na elaboração de comédias teatrais e musicais.

Tudo que havia sido aperfeiçoado no cinema mudo e que havia ficado para trás foi resgatado na produção. O enredo ajudou a explorar o expressionismo, os efeitos especiais e as técnicas de aprofundamento de plano. Criou-se uma espécie de telejornal de atualidades, mostrando a trajetória de Kane com uma narração marcante do próprio Welles.

Logicamente, a história colaborou para o sucesso que perdura até os dias de hoje, mostrando a glória e o declínio de um Kane sedento pelo poder. Podemos dizer que o filme foi claramente inspirado na carreira de  William Randolph Hearst, propietário de um verdadeiro império da mídia, que havia acumulado cadeias de jornais, minas de ouro e construído um castelo na Califórnia.

O empresário ficou bastante incomodado com o enredo da película e tentou de todas as formas proibir sua exibição. Mas o que seria considerado a produção mais completa da história do cinema, foi um fracasso de bilheteria. O público não entendia muito o formato e o conteúdo do que era apresentado na tela. A narrativa não era linear, com o magnata morrendo no início do filme, pronunciando a palavra Rosebud. Mas o que seria isso afinal?

O filme passa a ser construído em torno dessa palavra mágica, com um repórter investigativo tentando descobrir seu significado, desenrolando-se um espetáculo da sétima arte.

sábado, 11 de maio de 2013

Em 3D


Mestre inigualável do suspense, Alfred Hitchcock divertiu e gelou as platéias com sustos antológicos em obras clássicas do cinema. Podemos observar ainda que o diretor era bastante crítico em relação aos seus próprios filmes. Dizia, por exemplo, que "Disque M para Matar" (Dial M for Murder) era um de seus trabalhos de que menos gostava.

A história, no entanto, lhe agradava. Tanto que decidiu realizar essa obra cinematográfica ao saber que a Warner Bros havia comprado os direitos da peça escrita por "Frederick Knott". Com a predominância de diálogos de primeira, a origem teatral domina a história. Tudo foi filmado em estúdio, com a capital inglesa projetada no fundo.

Na história, Tony Wendice (Ray Milland) está casado com a linda e doce Margot Mary Wendice (Grace Kelly). Mas quer matá-la para ficar com sua fortuna. Para isso, convence um velho conhecido dos tempos da universidade para praticar o crime. Tudo parecia bem planejado até ser atrapalhado por Mark Halliday (Robert Cummings), no papel de amante, e uma simples chave.

Mas diante de tantos predicados, a curiosidade fica por conta da utilização de uma nova tecnologia, o efeito tridimensional. E para que houvesse a ilusão de profundidade, "Hitch" utilizou duas câmeras acopladas e mandou construir um fosso no estúdio. 

Pelo profissionalismo de Hitchcock, podemos considerar que o filme seja um dos primeiros a levar o efeito 3D a sério, como parte da narrativa. A sensação era a de que o público estava acompanhando uma ação ao vivo, como numa peça teatral.

Na época, ocorreram pouquíssimas sessões do suspense e a tecnologia nunca funcionou de forma efetiva nos equipamentos residenciais. O efeito continuou sendo utilizado em VHS e depois em DVDs com óculos de celofane magenta e ciano.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

O primeiro


Realizado pelos irmãos Louis Lumière e Auguste Lumière, "A Chegada de um Trem na Estação" (L'Arrivée d'un train en gare de La Ciotat) é considerado a primeira exibição pública comercial de um filme.

De concepção bastante simples, a película tem duração de 52 segundos e mostra a chegada de um trem à estação.

Apresentado numa saleta nos fundos de um café, no dia 28 de Dezembro de 1895, o filme assustou o público de 33 pessoas. Elas foram surpreendidas pela ilusão cinematográfica e correram para o fundo da sala, acreditando que a locomotiva sairia da tela.

Mostrando alguns passageiros à espera na estação, o plano contava ainda com, entre outros personagens, um carregador avançando em direção à câmera, alguns passageiros descendo de uma carruagem e um homem levando um barril.

Fracasso de Bilheteria: O Leão do Deserto


Com o tempo, o conceito da crítica e do público pode mudar em relação a um grande fracasso de bilheteria. Afinal, certos filmes parecem deslocados do período em que foram lançados. 

É o caso de "O Leão do Deserto" (Lion of the Desert), de 1980, que custou 35 milhões de dólares e faturou apenas 1,5 milhão nos cinemas, mesmo contando com atores do gabarito de Anthony Quinn, Oliver Reed e Rod Steiger.

Com trilha sonora de Maurice Jarre, o filme se passa no calor do deserto e nos conta a história de Omar Mukhtar (Quinn), um grande herói líbio que lutou por sua nação para impedir a invasão italiana durante a Segunda Grande Guerra.

Vale ressaltar que o diretor Moustapha Akkad conseguiu retratar as cenas de batalhas com muita fidelidade, mesmo numa época em que a indústria cinematográfica não usava o recurso gráfico de computadores. Com maestria, soube intercalar imagens de arquivo com cenas bastante realísticas.

Baseada em fatos reais, o filme, que hoje é considerado uma obra-prima épica, foi banido na Itália, acusado de difamar as Forças Armadas do país.